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Histórias das Bandas

A História do BLACKPINK: Como Quatro Garotas Redefiniram o K-pop Feminino

A trajetória completa do BLACKPINK — do debut duplo em 2016 ao Coachella, recordes no YouTube e a era dos projetos solos que sacudiu a YG e o K-pop inteiro.

A YG Entertainment levou quatro anos para lançar um novo grupo feminino depois do 2NE1. Quando o BLACKPINK finalmente debutou em agosto de 2016, a empresa tinha certeza de que tinha algo diferente — mas nem a própria YG previa o que viria depois.

Show de grande porte com produção de palco elaborada
O BLACKPINK foi o primeiro grupo de K-pop a se apresentar como headliner no Coachella, em 2019

Hoje o BLACKPINK é o grupo feminino de K-pop mais influente da história em termos de números globais. O caminho até aqui incluiu recordes, hiatos, contratos controversos e quatro carreiras solo simultâneas que mostram cada uma das integrantes de um ângulo completamente diferente.

O Debut Duplo e os Primeiros Recordes (2016)

Em 8 de agosto de 2016, o BLACKPINK não lançou um single. Lançou dois, ao mesmo tempo: “Whistle” e “Boombayah”. Era uma estratégia incomum que mostrava a confiança da YG nos dois conceitos — um mais delicado e melódico, o outro mais agressivo e direto. As duas chegaram ao topo das paradas coreanas simultaneamente.

As quatro integrantes vinham de trajetórias distintas:

A Ascensão e o Problema com o Ritmo de Lançamentos (2017–2018)

A YG foi historicamente conhecida por lançar pouco material novo. Com o BLACKPINK, isso ficou evidente cedo: os espaços entre releases eram longos, e fãs ficavam meses esperando por qualquer novidade. O debate sobre o “YG Entertainment style” de gerenciar artistas se tornou parte permanente da conversa em torno do grupo.

Mas quando o material saía, era impactante. “DDU-DU DDU-DU” (junho de 2018) foi um divisor: o MV quebrou o recorde de MV de grupo feminino com mais visualizações em 24 horas, chegou a #55 na Billboard Hot 100 (primeira vez para um grupo de K-pop feminino) e estabeleceu a estética agressiva e confiante que virou sinônimo do BLACKPINK. Por anos, “DDU-DU DDU-DU” foi o MV de grupo feminino mais assistido do YouTube.

Coachella 2019 — Um Momento Histórico

Em abril de 2019, o BLACKPINK se tornou o primeiro grupo de K-pop a se apresentar no Coachella Valley Music and Arts Festival, um dos festivais mais influentes do mundo. Não como artistas secundários: como headliners do palco Sahara, o segundo maior do festival.

A apresentação foi transmitida ao vivo globalmente e mostrou a capacidade do grupo de performar para públicos que não eram de K-pop — e capturá-los. Fãs que nunca tinham ouvido falar de K-pop antes do Coachella 2019 ficaram BLINKs depois daquela noite.

A Pandemia e o Pico Global (2020–2022)

“How You Like That” (2020) quebrou o recorde de maior número de visualizações em 24 horas para qualquer artista no YouTube — 86,3 milhões em um dia. “Ice Cream” com Selena Gomez chegou ao #13 da Billboard Hot 100. “Lovesick Girls” foi reconhecida por críticos como a melhor canção do grupo até então.

O primeiro álbum completo, THE ALBUM (2020), debutou em #2 na Billboard 200 e se tornou o álbum de um grupo feminino de K-pop com melhor performance na parada americana até aquele momento.

Born Pink (2022) finalmente chegou ao #1 da Billboard 200 — a primeira vez para um grupo feminino de K-pop na história. A turnê mundial Born Pink World Tour (2022–2023) vendeu 1,5 milhão de ingressos em 34 shows.

A Era dos Solos e o Futuro Incerto (2022–Presente)

A partir de 2022, cada integrante mergulhou em projetos solos que revelaram dimensões novas de suas carreiras:

Jennie se tornou um ícone de moda de nível global — com campanhas da Chanel e outras marcas de luxo — e apareceu na série controversa The Idol da HBO ao lado de The Weeknd. Lisa se mudou para Paris, assinou com a RCA Records nos EUA, e lançou “LALISA” (2021) e “MONEY”, que se tornou viral globalmente e colocou Lisa em playlists de todo tipo.

Rosé lançou “On The Ground” (2021) e, em 2024, “APT.” em colaboração com Bruno Mars — que se tornou um hit global genuíno fora do circuito de K-pop. Jisoo estreou como atriz no drama Snowdrop e lançou “FLOWER” (2023), que quebrou recordes de pré-saves no Spotify.

A situação contratual do grupo com a YG foi motivo de especulação constante — especialmente porque os contratos vencem em datas diferentes para cada membro. O que o futuro do BLACKPINK como grupo vai ser é uma das questões mais discutidas na comunidade BLINK.

Show feminino de K-pop com iluminação e performance
O BLACKPINK redefiniu o que um grupo feminino de K-pop pode alcançar em termos de impacto global
Palco com iluminação dramática de concerto
A turnê Born Pink World Tour (2022–2023) vendeu 1,5 milhão de ingressos em 34 shows

Perguntas Frequentes sobre o BLACKPINK

O BLACKPINK vai continuar como grupo?

Todas as integrantes renovaram contrato com a YG em 2023, garantindo a continuidade do grupo. Porém, os contratos solos de cada membro são separados e com empresas diferentes — o que significa que atividades solos devem continuar em paralelo às do grupo. Nenhuma data de comeback conjunto foi anunciada para 2024.

O que significa BLINK?

BLINK é o nome oficial do fandom do BLACKPINK. O nome une “black” e “pink” — as cores que definem a identidade do grupo. O fandom foi oficializado em dezembro de 2016, poucos meses após o debut.

Qual a diferença entre as versões de álbum do BLACKPINK?

Os álbuns do BLACKPINK costumam ter versões individuais focadas em cada integrante (versão Jisoo, versão Jennie, versão Rosé, versão Lisa) com fotos e photobooks específicos, além de uma versão de grupo. A música é a mesma em todas — a diferença está no material visual e nos photocards incluídos.

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