Em 2012, a SM Entertainment lançou o EXO com uma operação de marketing que nunca havia sido vista no K-pop: um universo fictício chamado EXO Planet, poderes supernaturais para cada membro, e dois sub-grupos simultâneos cantando as mesmas músicas — um em coreano (EXO-K), outro em mandarim (EXO-M).
A estratégia era ambiciosa e parcialmente bem-sucedida. O que ninguém previu é que o EXO se tornaria o grupo que definiria o que K-pop significava para uma geração inteira de fãs ao redor do mundo — e que passaria pela história com algumas das rupturas mais dolorosas e dos comebacks mais esperados do gênero.
O Debut Mitológico e EXO Planet (2012)
O EXO debutou em 8 de abril de 2012 com 12 membros divididos em duas sub-unidades. EXO-K (Suho, Baekhyun, Chanyeol, D.O., Kai, Sehun) performaria em coreano. EXO-M (Xiumin, Lay, Kris, Luhan, Tao, Chen) em mandarim. O objetivo era conquistar simultaneamente o mercado coreano e o chinês — o maior do mundo.
A campanha de pre-debut foi elaborada: a SM lançou teaser individuais de cada membro durante meses, cada um com seu poder sobrenatural (Suho controlava água, Kai teleportava, Baekhyun controlava luz). Os fãs montavam teorias sobre o universo antes mesmo de ouvir uma música completa.
“MAMA” foi o debut — seis minutos de drama épico com um prólogo mitológico e uma performance que misturava dança, vocais e produção cinematográfica. Não era o debut de um grupo pop. Era o debut de uma franquia.
Wolf, Growl e a Dominância (2013)
“Wolf” (2013) foi controverso — a letra era literalmente sobre uma luta entre humanos e lobos, com vocais que soavam deliberadamente estranhos e épicos ao mesmo tempo. A comunidade de K-pop ficou dividida. Mas “Growl”, lançado no mesmo ano, foi unanimidade: uma música impecável com uma coreografia filmada em plano-sequência, sem cortes, que mostrava a sincronia e o talento individual de cada membro.
“Growl” é considerada por muitos fãs como a melhor canção do EXO — e é difícil argumentar contra. A performance é tão precisa que fãs passaram anos tentando replicá-la e falhando graciosamente. O MV em plano-sequência ainda circula em listas de “melhores coreografias de K-pop de todos os tempos”.
As Saídas Dolorosas (2014–2015)
Kris saiu do EXO em maio de 2014 movendo um processo contra a SM por rescisão de contrato. Luhan saiu em outubro do mesmo ano. Tao em 2015. Os três membros chineses deixaram o grupo em circunstâncias que foram amplamente cobertas pela mídia especializada — os processos alegavam condições de trabalho inadequadas e cláusulas contratuais abusivas.
Para a comunidade EXO-L, essas saídas foram devastadoras. Para a indústria do K-pop, abriram um debate sobre as condições de trabalho de idols que nunca foi completamente resolvido e influenciou contratos de grupos que vieram depois.
O EXO continuou com 9 membros — e surpreendeu ao mostrar que a coesão do grupo sobreviveu às perdas.
Ko Ko Bop, Power e o Pico Criativo (2017–2018)
“Ko Ko Bop” (julho 2017) foi o single mais elogiado da carreira do EXO — uma música de verão relaxada, com influências de reggae, que mostrava um grupo confortável o suficiente com sua posição para experimentar sem medo. Ganhou o prêmio de Música do Ano no MAMA 2017.
“Power” (setembro 2017) foi o seguinte: um funk sintético cheio de referências à cultura nerd dos anos 80 que se tornou um dos MVs mais alegres e tecnicamente criativos do grupo. “Love Shot” (dezembro 2018) consolidou uma estética de maturidade que o EXO havia alcançado ao longo dos anos.
Serviço Militar e a Era dos Solos (2019–Presente)
A partir de 2019, os membros do EXO começaram a entrar no serviço militar obrigatório coreano em sequência — um processo que esticou atividades do grupo inteiro por anos. D.O. entrou em julho de 2019 e voltou em novembro de 2021. Xiumin, Suho, Chen, Chanyeol, Sehun e Baekhyun completaram o serviço em datas diferentes ao longo de 2022–2023.
No período, cada membro desenvolveu uma carreira solo distinta: D.O. se consolidou como ator dramático com projetos televisivos de alto perfil. Baekhyun se tornou um dos maiores artistas solos do K-pop em vendas. Kai assinou com a Gucci e é atualmente um dos idols mais reconhecidos na indústria de moda de luxo. Suho se dedica ao teatro ao lado da carreira musical.
O EXO como grupo segue ativo — mas num ritmo diferente do pico de 2013–2018. Para os EXO-Ls que acompanham desde o debut, a trajetória do grupo é uma das mais ricas em momentos marcantes, viradas inesperadas e resiliência de toda a história do K-pop.
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Perguntas Frequentes sobre o EXO
O EXO tem atualmente 9 membros registrados: Xiumin, Suho, Lay, Baekhyun, Chen, Chanyeol, D.O., Kai e Sehun. Lay raramente participa das atividades do grupo desde 2017 por foco na carreira solo na China. Os 3 membros chineses originais (Kris, Luhan, Tao) saíram do grupo entre 2014 e 2015.
EXO-L é o nome oficial do fandom do EXO. O “L” representa o espaço entre “EXO” e o planeta imaginário “EXO Planet” na mitologia do grupo — simbolizando que os fãs preenchem o espaço entre os dois mundos. Na tabela periódica, o elemento entre EXO (nome fictício) é o “L” — que a SM representou como os próprios fãs.
“Growl” é obrigatório — é o padrão pelo qual o EXO é medido. Para a melhor experiência de um álbum completo, “The War” (2017) e “Don’t Mess Up My Tempo” (2018) mostram o grupo no pico criativo. Para começar pelos primeiros anos, “XOXO” (2013) é o álbum que definiu o som do EXO para a geração.